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{"id":22,"date":"2012-05-10T09:13:58","date_gmt":"2012-05-10T12:13:58","guid":{"rendered":"http:\/\/www.salipi.com.br\/site\/?p=22"},"modified":"2012-05-10T09:16:25","modified_gmt":"2012-05-10T12:16:25","slug":"confirmada-a-presenca-do-escritor-ignacio-loyola-brandao-no-10o-salipi","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.salipi.com.br\/site\/confirmada-a-presenca-do-escritor-ignacio-loyola-brandao-no-10o-salipi.html","title":{"rendered":"Confirmada a presen\u00e7a do escritor Ign\u00e1cio Loyola Brand\u00e3o no 10\u00ba SALIPI"},"content":{"rendered":"<div class=\"pf-content\"><figure id=\"attachment_23\" aria-describedby=\"caption-attachment-23\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"http:\/\/www.salipi.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/05\/ignacio_loyola.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-23\" title=\"Escritor Ign\u00e1cio Loyola Brand\u00e3o\" src=\"http:\/\/www.salipi.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/05\/ignacio_loyola-300x199.jpg\" alt=\"Escritor Ign\u00e1cio Loyola Brand\u00e3o\" width=\"300\" height=\"199\" srcset=\"http:\/\/www.salipi.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/05\/ignacio_loyola-300x199.jpg 300w, http:\/\/www.salipi.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/05\/ignacio_loyola-250x166.jpg 250w, http:\/\/www.salipi.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/05\/ignacio_loyola.jpg 320w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-23\" class=\"wp-caption-text\">Escritor Ign\u00e1cio Loyola Brand\u00e3o - Foto: Divulga\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ign\u00e1cio de Loyola Lopes Brand\u00e3o nasceu em Araraquara \u2013 SP, no dia 31 de julho de 1936, dia de Santo Ign\u00e1cio de Loyola, filho de Ant\u00f4nio Maria Brand\u00e3o, contador, funcion\u00e1rio da Estrada de Ferro Araraquarense, e de Maria do Ros\u00e1rio Lopes Brand\u00e3o. Foram, ao todo, cinco irm\u00e3os: Luiz Gonzaga (1933), Francisco de Assis (1934 \u2013 j\u00e1 falecido), Ign\u00e1cio, Jos\u00e9 Maria (1946 \u2013 j\u00e1 falecido) e Jo\u00e3o Bosco (1953).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Inicia seus estudos na escola prim\u00e1ria de D. Cristina Machado, em 1944, onde cursa o primeiro ano. No ano seguinte transfere-se para a escola da professora D. Lourdes de Carvalho. Seu pai, que chegou a publicar hist\u00f3rias em jornais locais e que conseguiu formar uma biblioteca com mais de 500 volumes, o incentivou a ler desde que foi alfabetizado. Fascinado por dicion\u00e1rios, chegou a trocar com seus colegas de classe palavras por bolinhas de gude e figurinhas. Mais tarde, esse fato acabou se transformando no conto \u201cO menino que vendia palavras\u201d, primeiro a ser publicado pelo autor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 1946, passa a estudar no Col\u00e9gio Progresso de Araraquara. Participa de concurso de desenho patrocinado pelo Consulado da Fran\u00e7a com o tema \u201cComo voc\u00ea v\u00ea a Paris libertada\u201d, sendo agraciado com os livros \u201cPin\u00f3quio\u201d e \u201cO barba azul\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para cursar o gin\u00e1sio, em 1948 ingressa no Col\u00e9gio Estadual e Escola Normal Bento de Abreu, hoje Escola Estadual Bento de Abreu. Nesse per\u00edodo escreve seu primeiro romance num caderno, com o t\u00edtulo de \u201cDias de Gl\u00f3ria\u201d, policial cuja a\u00e7\u00e3o se passa em Veneza.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 1955, inicia o curso cient\u00edfico, muito embora admita hoje que foi por engano. \u201cDeveria ter me inscrito no cl\u00e1ssico, mais apropriado para quem pretendia se dedicar a Humanas\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Folha Ferrovi\u00e1ria, seman\u00e1rio da cidade de Araraquara, publica no dia 16 de agosto de 1952 uma cr\u00edtica do filme \u201cRodolfo Valentino\u201d, primeiro texto de Ign\u00e1cio. Dias depois, o jornal Correio Popular daquela cidade a reproduz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dado o primeiro passo, o precoce escritor passa a escrever reportagens, cr\u00edticas de cinema e entrevistas em outro di\u00e1rio de Araraquara, O Imparcial. Nele aprende a arte da tipografia, lidando com composi\u00e7\u00e3o com linotipo, clich\u00ea em zinco e pagina\u00e7\u00e3o em chumbo. Em 1955 inaugura a primeira coluna social da cidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se apaixona pelo cinema e participa, em 1953, das filmagens de \u201cAurora de uma cidade\u201d, semidocument\u00e1rio dirigido por Wallace Leal. No ano seguinte funda o Clube de Cinema de Araraquara.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Conclu\u00eddo o curso cient\u00edfico, em 1956, muda-se para S\u00e3o Paulo e vai trabalhar no jornal \u00daltima Hora, tendo ali permanecido por nove anos. Um fato interessante marca sua admiss\u00e3o. Aguardando para ser entrevistado, ouve o chefe de reportagem perguntar quem sabia falar ingl\u00eas, pois precisava de uma entrevista com o irm\u00e3o do presidente do Estados Unidos, General Eisenhower, que se encontrava na cidade. Sem pestanejar o biografado disse \u201cEu sei\u201d. Fez a entrevista, com seu ingl\u00eas capenga aprendido no gin\u00e1sio e nos filmes que assistiu em Araraquara. Sua entrevista teve chamada de primeira p\u00e1gina. Como seu franc\u00eas, tamb\u00e9m aprendido no gin\u00e1sio, era bem melhor que o ingl\u00eas, ganhou status de entrevistador de personalidades internacionais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Seu gosto pelo cinema permanece e, em 1961, participa como figurante de O Pagador de Promessas, dirigido por Anselmo Duarte, baseado em pe\u00e7a hom\u00f4nima de Dias Gomes, vencedor no Festival de Cannes em 1962.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No ano seguinte parte para a It\u00e1lia, onde pretendia trabalhar como roteirista em Cinecitt\u00e0. Para poder viver por l\u00e1, enquanto seu sonho n\u00e3o se realiza, manda reportagens para a Ultima Hora, faz sinopses de roteiros e faz coberturas \u2014 como a da morte do Papa Jo\u00e3o XXIII \u2014 para a TV Excelsior. Nessa \u00e9poca afirma que assistiu 53 vezes ao filme \u201cOito e meio\u201d de Federico Fellini, o que, segundo admitiu, o influenciou na feitura do seu romance \u201cZero\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na sua volta ao Brasil, come\u00e7a a escrever o romance \u201cOs imigrantes\u201d, com seu amigo araraquarense Jos\u00e9 Celso Martinez Correa. Nessa \u00e9poca Z\u00e9 Celso dirigia a pe\u00e7a de grande sucesso, \u201cOs pequenos burgueses\u201d, que Ign\u00e1cio afirma ter assistido mais de 100 vezes. O romance, por n\u00e3o haver acordo quanto ao nome do personagem principal, n\u00e3o chegou a ser conclu\u00eddo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 1965, usando de uma divulga\u00e7\u00e3o inovadora, lan\u00e7a seu primeiro livro: \u201cDepois do sol\u201d (contos).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No ano seguinte come\u00e7a a trabalhar na revista Cl\u00e1udia, como redator, chegando a redator chefe dois anos depois.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 1968, ocorre o lan\u00e7amento de \u201cBebel que a cidade comeu\u201d, seu primeiro romance. O livro \u00e9 adaptado para o cinema por Maurice Capovilla, com Rossana Ghessa no papel-t\u00edtulo e roteiro do pr\u00f3prio Ign\u00e1cio, Capovilla e M\u00e1rio Chamie. O filme recebe o Pr\u00eamio Governador do Estado de S\u00e3o Paulo de \u201cMelhor Roteiro Cinematogr\u00e1fico\u201d. Ainda nesse ano, o escritor recebe o Pr\u00eamio Especial do I Concurso Nacional de Contos do Paran\u00e1 por \u201cPega ele, Sil\u00eancio\u201d, publicado posteriormente em \u201cOs melhores contos do Brasil\u201d. Sua m\u00e3e falece, aos 60 anos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Baseado em seu conto \u201cAscens\u00e3o ao mundo de Annuska\u201d, publicado em \u201cDepois do sol\u201d, Francisco Ramalho filma \u201cAnuska, manequim e mulher\u201d, em 1969.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No ano seguinte, casa-se com a Maria Beatriz Braga, psic\u00f3loga, liga\u00e7\u00e3o que duraria at\u00e9 1978. Trabalha nas revistas \u201cRealidade\u201d e em \u201cSetenta\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Contratado para editar a vers\u00e3o brasileira de \u201cPlaneta\u201d, a primeira revista esot\u00e9rica do Brasil, em 1972. Nasce seu primeiro filho, Daniel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Desde 1960 Ign\u00e1cio tinha na cabe\u00e7a uma id\u00e9ia surgida de um conto \u2014 sobre um grupo de amigos que vai a uma vila em busca de um garoto que teria m\u00fasica na barriga \u2014 escrito para uma antologia de hist\u00f3rias urbanas organizada por Pl\u00ednio Marcos para a Editora Senzala e que n\u00e3o chegaria a ser lan\u00e7ada. Escreveu, depois, diversas novelas paralelas a ela, ao mesmo tempo em que colecionava recortes de jornais, prospectos e an\u00fancios. Com isso, reuniu material que lhe permitia ter um retrato sem retoques do homem comum, vivendo numa cidade violenta e num clima ditatorial. Em 1974, escreve o romance, com 800 p\u00e1ginas iniciais, sob o t\u00edtulo \u201cA inaugura\u00e7\u00e3o da morte\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Feita a primeira revis\u00e3o, s\u00e3o cortadas 150 p\u00e1ginas. Entrega, ent\u00e3o, o texto ao amigo e escritor Jorge de Andrade, que sugeriu novos cortes \u2014 acatados pelo autor. Jorge comenta o romance com Luciana Stegagno Picchio, que lecionava Literaturas Portuguesa e Brasileira na Universidade de Roma. Luciana se interessa pelo texto, j\u00e1 com o t\u00edtulo de \u201cZero\u201d e, ap\u00f3s l\u00ea-lo, encaminha o livro para a editora Feltrinelli, de Mil\u00e3o, que o publica em uma s\u00e9rie intitulada \u201cI Narratori\u201d, onde Ign\u00e1cio fica na companhia do ilustre Jo\u00e3o Guimar\u00e3es Rosa, \u00fanico brasileiro at\u00e9 ent\u00e3o publicado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 1975, ap\u00f3s o lan\u00e7amento de \u201cZero\u201d no Brasil, Ign\u00e1cio participa de in\u00fameros encontros com seus leitores, debatendo sua obra e a situa\u00e7\u00e3o do pa\u00eds. No primeiro encontro, realizado no Teatro Casa Grande, no Rio de Janeiro, ele contou com a presen\u00e7a de Jo\u00e3o Ant\u00f4nio, Wander Priolli, Jos\u00e9 Louzeiro, Ant\u00f4nio Torres e Juarez Barroso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em julho de 1976 \u201cZero\u201d recebe o pr\u00eamio de \u201cMelhor Fic\u00e7\u00e3o\u201d, concedido pela Funda\u00e7\u00e3o Cultural do Distrito Federal. Em novembro o livro \u00e9 censurado pelo Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a e sua venda \u00e9 proibida. Lan\u00e7a \u201cDentes ao sol\u201d (romance) e \u201cCadeiras proibidas\u201d (contos) e, em 1977, o infanto-juvenil \u201cC\u00e3es danados\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Escreve \u201cCuba de Fidel: viagem \u00e0 ilha proibida\u201d (livro-reportagem), ap\u00f3s participar, em 1978, do j\u00fari do Pr\u00eamio Casa de Las Am\u00e9ricas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cZero\u201d \u00e9 liberado pela censura em 1979. Passa a viver com a jornalista Angela Rodrigues Alves, uni\u00e3o que duraria at\u00e9 1982. Deixa o jornalismo para se dedicar integralmente \u00e0 literatura.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nova York, Fl\u00f3rida, Georgetown, Albuquerque, Tucson, San Diego foram as cidades em cujas universidades o autor fez confer\u00eancias, em 1980, a convide da Funda\u00e7\u00e3o Fullbright, dos EUA.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 1981, sai o romance \u201cN\u00e3o ver\u00e1s pa\u00eds nenhum\u201d. Visita a Nicar\u00e1gua por ocasi\u00e3o das comemora\u00e7\u00f5es do segundo anivers\u00e1rio da Revolu\u00e7\u00e3o Sandinista.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201c\u00c9 gol\u201d (narrativa-homenagem ao futebol) \u00e9 lan\u00e7ado em 1982. A convite da Funda\u00e7\u00e3o Alem\u00e3 de Interc\u00e2mbio Cultural, viaja em mar\u00e7o para Berlim, onde permanece por dezesseis meses. L\u00e1, publica \u201cOh-ja-ja-ja\u201d, uma seleta de seu di\u00e1rio berlinense, ainda in\u00e9dito em portugu\u00eas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Voltando ao Brasil, em 1983, publica \u201cCabe\u00e7as de segunda-feira\u201d (contos).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 1984, lan\u00e7a \u201cO verde violentou o muro\u201d, onde narra sua experi\u00eancia alem\u00e3. O senador italiano Amintore Fanfani lhe entrega o Pr\u00eamio IILA, do Instituto \u00cdtalo-Latino-Americano, pelo romance \u201cN\u00e3o ver\u00e1s pa\u00eds nenhum\u201d, publicado na It\u00e1lia no ano anterior. Assume a vice-presid\u00eancia da Uni\u00e3o Brasileira de Escritores, onde permanecer\u00e1 at\u00e9 1986.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Participa das Jornadas Liter\u00e1rias na cidade de Passo Fundo (RS), em 1985. Desde ent\u00e3o, l\u00e1 comparece a cada dois anos para participar do evento. Lan\u00e7a o romance \u201cO beijo n\u00e3o vem da boca\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 1986, volta a Berlim, como convidado especial, para participar dos festejos dos 750 anos da cidade. Participa de encontro sobre literatura brasileira promovido pela Universidade de Col\u00f4nia, na Alemanha, ao lado de Jo\u00e3o Ubaldo Ribeiro e Haroldo de Campos. Casa-se com a arquiteta M\u00e1rcia Gullo e participa, como figurante, de \u201cNo pa\u00eds dos tenentes\u201d, filme de Jo\u00e3o Batista de Andrade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cO ganhador\u201d (romance) e \u201cO homem do furo na m\u00e3o\u201d (contos) s\u00e3o lan\u00e7ados em 1987. O primeiro receberia, no ano seguinte, os Pr\u00eamios Pedro Nava (da Academia Brasileira de Letras) e Associa\u00e7\u00e3o Paulista de Cr\u00edticos de Arte (APCA) na categoria \u201cMelhor Romance\u201d. \u201cN\u00e3o ver\u00e1s pa\u00eds nenhum\u201d \u00e9 encenado no Teatro Jos\u00e9 de Alencar, em Fortaleza, sob a dire\u00e7\u00e3o de J\u00falio Maciel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 1988, lan\u00e7a o volume de contos e cr\u00f4nicas \u201cA rua de nomes no ar\u201d. No ano seguinte, \u201cManifesto verde\u201d, que havia sido publicado em 1985 como brinde do C\u00edrculo do Livro, \u00e9 lan\u00e7ado comercialmente. Publica o \u00e1lbum infanto-juvenil \u201cO homem que espalhou o deserto\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como diretor de reda\u00e7\u00e3o da revista Vogue, Ign\u00e1cio volta ao jornalismo, em 1990. Passa a escrever cr\u00f4nicas para o jornal Folha da Tarde.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cZero\u201d, um espet\u00e1culo de dan\u00e7a realizado pelo Bal\u00e9 da Cidade, inspirado em seu romance hom\u00f4nimo, \u00e9 apresentado no Teatro Municipal de S\u00e3o Paulo no ano de 1992. Vai \u00e0 Zurique, na Su\u00ed\u00e7a, onde participa de leituras de sua obra.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 1993, come\u00e7a a escrever uma cr\u00f4nica no caderno \u201cCidades\u201d de \u201cO Estado de S\u00e3o Paulo\u201d que, a partir de 2000, seria transferida para o \u201cCaderno 2?. Seu pai falece, aos 88 anos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No ano de 1995 realiza tr\u00eas lan\u00e7amentos: \u201cO anjo do adeus\u201d (romance), \u201cStrip-tease de Gilda\u201d (cr\u00f4nicas) e \u201cO menino que n\u00e3o teve medo do medo\u201d (infanto-juvenil).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Afligido por fortes tonturas, descobre existir um aneurisma cerebral. Submete-se, em maio de 1996, a uma bem-sucedida cirurgia, que dura onze horas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Publica \u201cVeia bailarina\u201d, em 1997, onde conta sua experi\u00eancia como aneurisma. Em 15 de abril inaugura, no Instituto Moreira Salles de S\u00e3o Paulo, a s\u00e9rie \u201cO escritor por ele mesmo\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 1998, publica \u201cSonhando com o dem\u00f4nio\u201d, seu terceiro livro de cr\u00f4nicas. No ano seguinte \u00e9 lan\u00e7ado \u201cO homem que odiava a segunda-feira (contos).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Recebe o Pr\u00eamio Jabuti de \u201cMelhor Livro de Contos\u201d, em 2000, por \u201cO homem que odiava a segunda-feira\u201d.<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ign\u00e1cio de Loyola Lopes Brand\u00e3o nasceu em Araraquara \u2013 SP, no dia 31 de julho de 1936, dia de Santo Ign\u00e1cio de Loyola, filho de Ant\u00f4nio Maria Brand\u00e3o, contador, funcion\u00e1rio da Estrada de Ferro Araraquarense, e de Maria do Ros\u00e1rio Lopes Brand\u00e3o. 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