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O Salão do Livro do Piauí conta com o Palco Marcus Peixoto – também conhecido como “Coreto Acústico”, onde todos os dias a partir das 18h se apresentam diversos artistas piauiense. São apresentações dos mais variados estilos, do clássico ao forró, do rock ao folguedo, do reggae ao cordel, da MPB ao gospel.
” O objetivo do Palco é divulgar a música produzida no Piauí. No espaço toca desde o artista iniciante ao já consagrado “, ressalta a organizadora do Espaço, Lucila Martins.
No entorno do espaço foram montadas barracas para a comercialização de comidas e aperitivos típicos do Estado.
Já passaram pelo palco nomes como Vavá Ribeiro, Soraya Castelo Branco, Débora Rodrigues, Walter Júnior, dentre outros. A noite desta sexta-feira, 7, será animada pelos grupos “Os Cara Preta” e Amarelo Cajuína. A noite de sábado contará com a animação de Sandro Moura e dos Radiofônicos e fechando a programação no domingo o reggae do Cochá e o agito do Groove da Negona.
O grande homenageado da 11ª edição do Salipi é o escritor piauiense Manoel Paulo Nunes, membro da Academia Piauiense de Letras, presidente do Conselho Municipal de Cultura e o primeiro nome do modernismo no Piauí.
Jornalista com extensa experiência nos grandes jornais brasileiros, Lúcio Asfora foi o palestrante que abriu a programação do Seminário Língua Viva, na 11ª edição do Salão do Livro do Piauí (Salipi), nesta quarta, dia 5.
Filho do escritor piauiense Permínio Asfora, homenageado pelo Salipi deste ano, Lúcio apresentou à plateia do Theatro 4 de Setembro os detalhes da literatura refinada de seu pai, falecido em 2001, no Rio de Janeiro, onde viveu com a família por cinquenta anos. “Meu pai viveu de 1951 a 2001 no Rio, mas sempre foi um piauiense apaixonado por esta terra”, afirma Lúcio, que observa nas obras assinadas por seu pai um carinho especial às raízes da família de sua avó paterna, radicada nas regiões de Valença e Pimenteiras, ao Sul do Piauí.
Esta é a segunda vez que Lúcio Asfora vem ao Piauí com a missão de compartilhar com os conterrâneos de Permínio o legado deixado pelo escritor. Na palestra, que ressaltou o centenário de nascimento de Permínio, Lúcio relata o processo que culminou na conclusão do livro “Confidências no Largo da Segunda-Feira”, iniciado por Permínio. “Depois que papai morreu, achei cadernos e mais cadernos escritos à mão. A princípio, achei que tinha ali um livro inteiro escrito. Ao ler tudo, percebi que não tinha um começo e nem fim. Decidi continuar a história, criar personagens e encerrar o livro. Ficava me perguntando a cada instante: o que papai diria? O que ele pensava sobre isso?”,relata Lúcio, que garante ter encontrado nas recordações as respostas que garantiram a sintonia na escrita a quatro mãos ao ponto de serem imperceptíveis à crítica os momentos de transição entre os autores.
Sobre a homenagem realizada pela 11ª edição do Salipi, Lúcio afirma ser uma iniciativa que gratifica toda a família e retribui o carinho que Permínio nutria pelo seu Estado natal. “Tudo que vem a redundar na permanência da memória de papai é muito bem vindo”, afirma.
Programação segue com palestras
Nesta quinta-feira, dia 6, o Salipi inicia suas atividades às 08 horas com a palestra “O Avesso da Pirataria”, proferida pelo professor Cineas Santos, no Theatro 4 de Setembro. Às 10 horas, o palco será dedicado ao “Centenário de Domingos Fonseca” com palestra de Wilson Seraine, Pedro Costa e Wagner Ribeiro.
À tarde, as investigações antropológicas e arqueológicas acerca do patrimônio cultural piauiense serão discutidas durante palestra da professora Andrea Scabello, Doutora em Arqueologia e docente da Ufpi.
Para encerrar a programação de palestras, o tema “Desde que o samba é samba / Subúrbia / Cidade de Deus” será apresentado pelo carioca Paulo Lins.
Quem assistir às palestras do Salão do Livro do Piauí – Salipi este ano, perceberá algo diferente. No palco, além do apresentador e do palestrante, está presente também um intérprete da língua brasileira de sinais para deficientes auditivos. Amanhã, 5 de junho, o Salão receberá diversos grupos de pessoas com deficiências físicas, que visitarão o local durante o período da manhã.
Além da tradução simultânea das palestra noturnas, outra novidade é o piso tátil na praça Pedro II, e placas e cartões em braile. As mudanças ficaram a cargo do instituto Comradio do Brasil, organização que já desenvolve diversos projetos de inclusão da pessoa com deficiência em todo o Piauí.
Realizado no Complexo Cultural da Praça Pedro II, o Salão segue até domingo, 9, com atividades variadas, que incluem palestras, apresentações musicais e contação de histórias especialmente para o público infantil.
A expectativa da organização é a de que, até o domingo, o espaço receba 200 mil pessoas. Este ano, o Salipi homenageia o escritor Manoel Paulo Nunes e lembra outros nomes célebres da cultura brasileira que, em 2013, completariam 100 anos de idade: Vinícius de Moraes, Rubem Braga e Permínio Asfora.
Programação de quarta
Amanhã, 5, a programação do Salipi continua com palestra de Lúcio Asfora, filho do homenageado Permínio Asfora, às 8h, seguida de Roberto Muniz, às 10h, abordando “O Príncipe, o Mocinho ou o Herói podem ser gays!”. Paulo José Cunha fala sobre Torquato Neto às 15, e às 19h é a vez do autor carioca Fabrício Carpinejar e a palestra “A Trajetória do Escritor”.
Serviço:
11º Salipi
De 02 a 09/06
Praça Pedro II, Centro de Teresina
Mais informações:
Assessoria de imprensa – Biá Linhares – 9419-3667, Elizângela Carvalho – 8801-5184 e Marina Farias – 9942-0452
O piauiense Claudio Said, foi o primeiro palestrante desta terça-feira, 4, com a palestra ” Vaidade, poeira e vento” retrato da influência dos cantadores e cangaceiros no cotidiano das populações sertanejas”. As 15h os piauienses Francisco Alcides, Elizângela Barbosa e Denilson Botelho ministrarão a palestra ” Afinal, pra que serve a história?”.
Fechando a programação, às 19h, o escritor paulistano José de Nicola ministrará a palestra ” O clássico e o popular em Orfeu da Conceição, de Vinícius de Moraes “
Paralelo ao Seminário Língua Viva o Salipi conta com a feira de livros, O bate-papo literário, Coreto Musical e as oficinas destinadas ao público infantil.
Em sua 11 edição, o Salão do Livro do Piauí acontece até o dia 9 de junho no Complexo Cultural da praça Pedro II, no Centro.
Professores premiados Encontro da leitura e das artes. O Salão do Livro do Piauí (Salipi), um dos maiores eventos literários e culturais do Brasil será lançado nesta -, às 19h, no Palácio da Música. Em sua 11ª edição, o Salipi homenageia o professor e escritor piauiense Manoel Paulo Nunes. Durante o lançamento haverá a apresentação geral da programação, bem como de um pequeno histórico dos homenageados, dos palestrantes e show do compositor e cantor piauiense Vavá Ribeiro.
O evento acontece entre os dias 2 a 9 de junho no Complexo Cultural da Praça Pedro II. No Salipi, o público poderá conferir de perto palestras com escritores renomados, apresentações artísticas, lançamentos de livros e ainda entrevista com os respectivos autores. Neste ano, os organizadores resolveram homenagear Manoel Paulo Nunes, escritor piauiense que é membro da Academia Piauiense de Letras, presidente do Conselho Municipal de Cultura e o primeiro nome do modernismo no Piauí.
Não, leitor amável, não é uma metáfora: eu estou realmente no Piauí: em Teresina, convidado do Salão do Livro. Peguei um ônibus aéreo em Curitiba, com 13 graus, e rompi os céus em direção a Salvador; de lá, disparamos para Fortaleza, onde fiz a conexão. Entrei em outro busão carregado e desci à meia-noite em Teresina, com espírito patriota – como o Brasil é grande! Atravessei uma Europa!
A recepção foi calorosa, em todos os sentidos: 30 graus!, mais a gentileza do pessoal de apoio do Salão do Livro, que já tem dez anos de vida e hoje está internacional. Deixaram-me no hotel, onde mergulhei no ar condicionado e dormi sem sonhos. Manhã de sábado, café tomado, fui passear sem rumo, o que sempre faço. Em meia quadra comecei a suar. O calor é brabo. Como em toda parte, também no Piauí o Brasil vive em voz alta: ônibus, motos, igrejas, lojas, pipoca, barulho, música e comércio, um mar de gente, alto-falantes e carros. Mas em nenhum momento me pedem esmola, o que, habitante de Curitiba, me surpreende.
Perco-me numa praça, quase entro num shopping popular, circulo entre fachadas antigas e placas comerciais gigantescas, contemplo o metrô aéreo – Teresina tem uma linha de metrô – e, decididamente sem vocação para turista, suado e cansado, todo curitibano é um Dr. Livingstone perdido no mundo, volto sedento ao hotel, dobrando 15 quadras à esquerda e à direita. No caminho, dou de cara com um rio imenso, silencioso e tranquilo, cortando o verde pálido das margens, uma ponte bonita adiante – e, olhos nas águas, me concentro alguns minutos neste Brasil profundo, natural, lento e indiferente.
No almoço, depois de atravessar a cidade por uma avenida bem cuidada, com espaço generoso para pedestres, experimento a melhor carne de sol do mundo (é verdade!), bebo cajuína gelada e converso com a brava equipe que vem tocando o Salão do Livro e fazendo do evento uma referência importante deste estado quase inverossímil no imaginário brasileiro, como uma utopia às avessas. Em algum momento, colou-se no Piauí a imagem do atraso, quase uma síntese do país, o que, no panorama nordestino, é injusto. Há números paradoxais: o Piauí tem o terceiro pior índice de desenvolvimento humano entre os estados brasileiros e, ao mesmo tempo, a menor mortalidade infantil e o menor número de homicídios da Região Nordeste. E uma agitação cultural respeitável, de que a bem-humorada revista Revestrés é prova.
À noite, o trabalho – uma conversa sobre literatura no belo Teatro 4 de Setembro, inaugurado em 1894, projeto de um alemão perdido no Piauí. E a casa cheia – sempre me espanta esta valorização crescente do livro no ideário cultural do país, em toda parte, para recuperar décadas de atraso. Na praça em frente, espalham-se as tendas do Salão do Livro, por onde o povo circula livre e sem pagar entrada – o segredo da boa feira.
A 10ª edição do Salão do Livro do Piauí (Salipi) foi encerrada na noite desde domingo (17) em um clima de confraternização entre visitantes, livreiros, organizadores, autoridades e escritores.
Com a sensação de dever cumprido, os professores Cineas Santos, Wellington Soares, Luiz Romero, Jasmine Malta, Edilva Barbosa e Kássio Gomes, diretores da Fundação Quixote – entidade organizadora do Salão – agradeceram a todos os que participaram direta e indiretamente da semana dedicada aos livros, vivida no período de 10 a 17 de junho no Complexo Cultural da Praça Pedro II.
“Ficamos satisfeitíssimos com o evento neste ano. Agradecemos muito o apoio de todos. O Salão do Livro planta a semente da leitura a cada ano”, afirmou Kássio Gomes, presidente da Fundação Quixote, entidade organizadora do Salipi. Ele agradeceu ainda por todos os resultados advindos do evento e que atingem tantas pessoas no Piauí.
A noite de encerramento foi marcada ainda pelo anúncio da homenagem ao escritor Manoel Paulo Nunes, na 11ª edição do Salão do Livro do Piauí, em 2013.Além da despedida, do professor Wellington Soares, que deixa a organização do evento.
“ De tudo que fiz na vida, o Salipi foi uma das atividades mais prazerosas e marcantes, daí ter me doado tanto em sua organização ao longo desses anos. Vou me dedicar agora, a outros projetos culturais no Estado, como a revista Revestrés e o Programa Educa Piauí”, disse Welllington Soares, bastante emocionado.
No último dia do Salão do Livro do Piauí o gerente da TOP Livros Marcelo Gonzaga, doa 300 livros para a Fundação Quixote. A ideia é que esses livros sejam doados para crianças carentes. “ Sempre estamos doando livros, essa é uma forma de incentivar a leitura em crianças e jovens”, explica Marcelo.
Marcelo Gonzaga
Segundo Jasmine Malta, coordenadora do Salipi, os livros serão doados para Fundação Ariane. Há 22 anos no mercado e pela primeira vez participando do SALIPI, a TOP Livros, empresa de Curitiba no Paraná, retornará em 2013 em um estande maior e com novidades para o público piauiense. “ Só faltava participar do Salipi, agora podemos dizer que a TOP Livros participa de todas as feiras e bienais do País”, finaliza Marcelo.
Escrito para despertar a curiosidade da criança pela leitura e pela cidade onde vivem o livro “ Zé Corisco e Seus Amores ”, autoria de Elci Martins, leva o leitor a um passeio por Teresina no ritmo do cordel. Editado pela professora Jasmine Malta e impresso na Gráfica O DIA, os personagens da obra estão diretamente ligado à cultura popular: Zé Corisco, Né da Mocha, Teresa e Cristina circulam por versos que são uma verdadeira declaração de amor a Teresina e uma homenagem a repentistas e cordelistas nordestinos.
O cordel conta de uma forma divertida a mudança da capital piauiense, de Oeiras para a Chapada do Corisco, ao mesmo tempo em que mostra os pontos turísticos da capital, a comida típica etc. Em meio a esse passeio pela cidade, Zé Corisco vê Teresina em forma de duas mulheres: uma, a Teresa, está ligada na tecnologia, na roupa de griffe, nos trejeitos que lhe dão um ar contemporâneo, enquanto a outra, Cristina, é uma mulher brejeira com dengo de menina, mas afeita às manifestações culturais do povo. No final do passeio ele chega à conclusão de que Teresina é a cidade maravilhosa.
Ilustrado por Jonatas Almeida, o livro é atraente, colorido, bem ao gosto da criançada. Elci Martins entre um assunto e outro faz questão de lembrar que a ideia da obra foi de Eldina Soares, irmã e incentivadora.
O Salão do Livro do Piauí segue com atividades até domingo, 17. Além dos stands montados onde estão sendo comercializados quase 50 mil títulos por livreiros de todo país, um palco foi montado na praça Pedro II com atrações de dança durante todo dia.
Ontem, 15, a Cia. Laywilsa Farah atraiu um grande número de curiosos. Encantados com os passos sensuais de dança árabe executados no palco, várias pessoas admiraram as bailarinas. Após a apresentação na praça, as bailarinas seguiram para a tenda montada em frente ao Theatro 4 de Setembro, onde estão acontecendo as atividades do Bate-papo Literário.
Com quase 50 integrantes, a Cia. Laywilsa Farah foi formada há quase 10 anos, e no Salipi apresentou três tipos de dança: com véus, com espada e moderna. “Nossa intenção ao participar do Salão é unir a dança à cultura; infelizmente a dança árabe e do ventre não são muito conhecidas aqui no Piauí”, afirmou a professora e criadora da Companhia, Laywilsa Farah.