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Salipi este ano vai homenagear escritor Paulo Nunes

O homenageado no 11º SALIPI deste ano será o escritor piauiense Manuel Paulo Nunes, que ainda está em plena atividade e que engrandece a literatura do estado. Será homenageado, ainda, o centenário de Permínio Asfora, autor de oito romances dos quais três foram premiados nacionalmente.
Nascido em Valença do Piauí, no dia 12 de julho de 1913, dedicou-se à atividade jornalística e principalmente à literatura. Outro homenageado será o saudoso professor Marcílio Rangel, ex-diretor do Instituto Dom Barreto, escola piauiense de renome nacional.
Parceria com a Ufpi
Os professores Luiz Romero e Jasmine Malta se reuniram nesta quinta, 04, com o reitor da Ufpi, Arimatéia Lopes, ocasião em que foi acertada a participação da universidade no evento.
“A UFPI marcará presença com dois estandes. A nossa instituição está sempre preocupada em apoiar e contribuir com iniciativas culturais como essa, que engrandecem o nosso estado”, disse o reitor.
A reunião também sinalizou para que a UFPI seja a sede do 12º SALIPI, em 2014. De acordo com o coordenador do SALIPI, professor Luiz Romero, a ideia de realização do salão na UFPI está adquirindo grandes dimensões. “A intenção de realizar o SALIPI no ambiente acadêmico tomou proporções consistentes. A UFPI possui infraestrutura para realizar um evento desse porte. No final da década de 70, a ideia formava-se como embrião e, neste momento, discute-se sua execução”, ressaltou Romero.
Outros aspectos positivos em relação à universidade foram destacados, como boa localização e facilidade de acesso. Segundo o prof. Luiz Romero, será realizada uma carta de intenção da UFPI no sentido de sediar o evento.
A Superintendente de Comunicação Social da UFPI, Profª. Drª. Jacqueline Lima Dourado e o diretor da Editora da UFPI, Ricardo Alaggio, também participaram da reunião.
Fonte: AcessePiauí
Permínio Asfora – o eterno nômade

Filho de imigrante Palestino, Permínio de Carvalho Asfora, piauiense nascido em Valença do Piauí em 12 de julho de 1913, é o primeiro descendente de árabe a escrever um livro no Brasil. Sua trajetória literária dividida com longas e breves passagens pelos maiores jornais do país será revisitada em 2013 como parte das comemorações de seu Centenário em todo o Brasil.
O Salão do Livro do Piauí (SALIPI), previsto para acontecer no período de 02 a 09 de junho deste ano dedicará uma atenção especial a Permínio Asfora, que recebeu da escritora Raquel de Queiroz, (contemporânea de sua geração) o apelido de “Eterno Nômade”. Além dele serão homenageados ainda o poeta Vinícius de Moraes e o cronista Rubem Braga por conta de seus centenários. O Patrono da 11ª edição do SALIPI é crítico literário Manoel Paulo Nunes, do conhecido Grupo Meridiano.
A Fundação Quixote ficará responsável pela reedição de um dos livros do escritor Permínio Asfora, o Fogo Verde, cuja primeira edição data de 1951. Noite Grande, obra ambientada no Piauí ganhou nova edição esse ano. “Publicado pelas Edições BibliASPA, (Noite Grande) é um romance sobre as tragédias enlaçadas de dois povos: do palestino, confrontado com o saque de sua pátria milenar; e do nordestino do alvorecer do Século XX, compelido a sobreviver ao latifúndio escravocrata da região dos carnaubais do Piauí”. Esta obra, marcada pela riqueza de enredo e personagens, inaugura o ingresso na literatura brasileira de um palestino como personagem central. Trata-se da primeira obra literária no Brasil que possui uma personagem palestina.
Durante o SALIPI os professores coordenadores do SALIPI, Jasmine Malta e Kássio Gomes, organizarão uma exposição com fotos, vídeos e livros de Permínio Asfora no estande da Dalmóbile. É nesse espaço e no bate-papo literário comandado pelo professor Luiz Romero que os livros do escritor serão relançados.
Permínio Asfora percorreu quase todo o Nordeste até desaguar no Rio de Janeiro, onde viveu e criou os filhos Murilo, Lúcio e Vólia, ao lado de sua esposa, D. Cacilda, em um confortável apartamento no Leblon. Antes de falecer em 2001, Permínio conversou com o Lúcio a respeito de um livro que estava escrevendo, e confidenciou que gostaria de encerrar a carreira literária com um livro ambientado no Rio. Depois de alguns meses Lúcio Asfora encontrou os manuscritos e passou a organizá-los pacientemente. Em 2005 veio a lume a publicação póstuma de “Confidências no Largo da Segunda-Feira”, tendo o Lúcio figurado como uma espécie de coautor do livro.
O “Confidências no Largo da Segunda-Feira” foi lançado no Piauí no mesmo ano, por ocasião do SALIPI. Agora é a vez de Noite Grande e Fogo Verde, que virá acompanhado de um site oficial sobre Permínio Asfora.
José de Nicola fala sobre o SALIPI
Em entrevista à TV Clube José de Nicola fala sobre a importância da literatura e do SALIPI. Assista ao vídeo
O décimo Degrau
Pode parecer estranho, mas não é força de expressão: realizar a 10ª edição do SALIPI está sendo mais complicado do que foi fazer a primeira. Explica-se: em 2003, tínhamos apenas a vontade e a coragem de ousar. Sem qualquer experiência, sem dinheiro, sem o apoio de grandes grupos empresariais, decidimos dar um passo maior que as pernas. O salão poderia ter morrido no nascedouro sem maiores consequências. Teria sido apenas mais uma das muitas tentativas que não vingaram. Hoje, ninguém mais se lembraria do natimorto.
O problema é que o SALIPI, para surpresa até dos organizadores, deu certo. O povo do Piauí adonou-se dele, não nos deixando outra opção a não ser continuar. Se o projeto deu certo, qual é o problema? Bem, pra começo de conversa, não podemos continuar oferecendo ao público uma réplica do que se fez na experiência inicial. O público, certamente, quer e merece sempre muito mais. Aí reside o problema: oferecer mais tem custo, e as fontes mantenedoras do Salão continuam as mesmas. Implica dizer: aumentaram as despesas sem o correspondente crescimento das receitas. O SALIPI, sucesso de público e crítica, sempre trabalhou no vermelho. Ao final de cada edição, o velho pesadelo: como pagar as contas? Enquanto estive à frente da Fundação Quixote, muitas vezes tive de tirar os magros caraminguás do próprio bolso para pagar despesas inadiáveis. O prof. Luiz Romero, em mais de uma oportunidade, fez a mesma coisa.
Nessa altura da conversa, os que torcem contra o SALIPI ( e não são poucos) dirão, com um sorrisinho cínico: “Se fosse tão ruim, os donos já teriam desistido”. Esse é o problema: os donos, ou seja, os piauienses que querem o salão vivo. O SALIPI não é propriedade da Fundação Quixote, não emprego nem “um negócio rentável” para quem o dirige. É um serviço realizado por quem não encara a vida como um simples exercício contábil.
É escusado afirmar que, sem a ajuda do governo do Estado, da Prefeitura de Teresina e de um punhado de parceiros, o Salão não se realizaria. Mas os que planejam e executam o SALIPI o fazem por amor. Como explicar, por exemplo, o gesto do Dr. Gisleno Feitosa que, durante a realização do evento, abandona sua clínica para dar plantão no SALIPI? Como explicar o desprendimento da professora Jasmine Malta que interrompe o seu doutorado para vir cuidar da molecada? Como explicar a atitude do prof. Kássio Gomes que deixa o seu município de origem – Valença – para assumir a direção da Fundação Quixote? Amor à causa, irmãos. Nada além.
Por tudo isso e muito mais, só nos resta uma saída: continuar fazendo o Salão do Livro do Piauí, evento que, ao longo de dez anos, já mudou o perfil do leitor piauiense. Decididamente, não podemos desistir. Longa vida ao SALIPI
Premiação Concurso Jovens Escritores
Um dos melhores momentos do 10º SALIPI foi marcado pela entrega do Prêmio Jovens Escritores realizado pelo Jornal O Dia e Fundação Quixote.
O Piauí é aqui

Não, leitor amável, não é uma metáfora: eu estou realmente no Piauí: em Teresina, convidado do Salão do Livro. Peguei um ônibus aéreo em Curitiba, com 13 graus, e rompi os céus em direção a Salvador; de lá, disparamos para Fortaleza, onde fiz a conexão. Entrei em outro busão carregado e desci à meia-noite em Teresina, com espírito patriota – como o Brasil é grande! Atravessei uma Europa!
A recepção foi calorosa, em todos os sentidos: 30 graus!, mais a gentileza do pessoal de apoio do Salão do Livro, que já tem dez anos de vida e hoje está internacional. Deixaram-me no hotel, onde mergulhei no ar condicionado e dormi sem sonhos. Manhã de sábado, café tomado, fui passear sem rumo, o que sempre faço. Em meia quadra comecei a suar. O calor é brabo. Como em toda parte, também no Piauí o Brasil vive em voz alta: ônibus, motos, igrejas, lojas, pipoca, barulho, música e comércio, um mar de gente, alto-falantes e carros. Mas em nenhum momento me pedem esmola, o que, habitante de Curitiba, me surpreende.
Perco-me numa praça, quase entro num shopping popular, circulo entre fachadas antigas e placas comerciais gigantescas, contemplo o metrô aéreo – Teresina tem uma linha de metrô – e, decididamente sem vocação para turista, suado e cansado, todo curitibano é um Dr. Livingstone perdido no mundo, volto sedento ao hotel, dobrando 15 quadras à esquerda e à direita. No caminho, dou de cara com um rio imenso, silencioso e tranquilo, cortando o verde pálido das margens, uma ponte bonita adiante – e, olhos nas águas, me concentro alguns minutos neste Brasil profundo, natural, lento e indiferente.
No almoço, depois de atravessar a cidade por uma avenida bem cuidada, com espaço generoso para pedestres, experimento a melhor carne de sol do mundo (é verdade!), bebo cajuína gelada e converso com a brava equipe que vem tocando o Salão do Livro e fazendo do evento uma referência importante deste estado quase inverossímil no imaginário brasileiro, como uma utopia às avessas. Em algum momento, colou-se no Piauí a imagem do atraso, quase uma síntese do país, o que, no panorama nordestino, é injusto. Há números paradoxais: o Piauí tem o terceiro pior índice de desenvolvimento humano entre os estados brasileiros e, ao mesmo tempo, a menor mortalidade infantil e o menor número de homicídios da Região Nordeste. E uma agitação cultural respeitável, de que a bem-humorada revista Revestrés é prova.
À noite, o trabalho – uma conversa sobre literatura no belo Teatro 4 de Setembro, inaugurado em 1894, projeto de um alemão perdido no Piauí. E a casa cheia – sempre me espanta esta valorização crescente do livro no ideário cultural do país, em toda parte, para recuperar décadas de atraso. Na praça em frente, espalham-se as tendas do Salão do Livro, por onde o povo circula livre e sem pagar entrada – o segredo da boa feira.
FONTE: http://www.gazetadopovo.com.br/colunistas/conteudo.phtml?id=1266620
Manuel Paulo Nunes será o grande homenageado do 11º Salipi
O último dia da décima edição do Salão do Livro do Piauí (Salipi) marcou o início dos preparativos para a 11ª edição do evento, que deverá acontecer no mês de junho de 2013 e terá como principal homenageado o escritor, presidente do Conselho Estadual de Cultura e membro da Academia Piauiense de Letras, Manuel Paulo Nunes.

“No próximo ano, vamos homenagear um escritor piauiense que ainda está em plena atividade e que engrandece a literatura piauiense. Vamos homenagear ainda o centenário de Permínio Asfora e vamos preparar um espaço em homenagem ao professor Marcílio Rangel”, anunciou o presidente da Fundação Quixote, Kássio Gomes, na solenidade de encerramento do Salipi, no Theatro 4 de Setembro.
Além de deflagrar o início dos preparativos para a próxima edição do salão, o encerramento foi marcado pela emoção do professor Wellington Soares, um dos idealizadores do Salipi, que deixa a linha de frente da organização para encaminhar projetos pessoais. “Nesses dez anos, tivemos a certeza de que o Piauí dá bons frutos. O Salipi é do Piauí e, certo de que este é um projeto consolidado, peço licença para me afastar da linha de frente”, disse sob forte emoção.
A emoção da noite foi encerrada com a apresentação da Orquestra Tamoio, que levou ao palco do Theatro 4 de Setembro as músicas de baile que embalam gerações pelos salões de dança.
Despedida de Wellington Soares marca encerramento do Salipi
A 10ª edição do Salão do Livro do Piauí (Salipi) foi encerrada na noite desde domingo (17) em um clima de confraternização entre visitantes, livreiros, organizadores, autoridades e escritores.
Com a sensação de dever cumprido, os professores Cineas Santos, Wellington Soares, Luiz Romero, Jasmine Malta, Edilva Barbosa e Kássio Gomes, diretores da Fundação Quixote – entidade organizadora do Salão – agradeceram a todos os que participaram direta e indiretamente da semana dedicada aos livros, vivida no período de 10 a 17 de junho no Complexo Cultural da Praça Pedro II.
“Ficamos satisfeitíssimos com o evento neste ano. Agradecemos muito o apoio de todos. O Salão do Livro planta a semente da leitura a cada ano”, afirmou Kássio Gomes, presidente da Fundação Quixote, entidade organizadora do Salipi. Ele agradeceu ainda por todos os resultados advindos do evento e que atingem tantas pessoas no Piauí.
A noite de encerramento foi marcada ainda pelo anúncio da homenagem ao escritor Manoel Paulo Nunes, na 11ª edição do Salão do Livro do Piauí, em 2013.Além da despedida, do professor Wellington Soares, que deixa a organização do evento.
“ De tudo que fiz na vida, o Salipi foi uma das atividades mais prazerosas e marcantes, daí ter me doado tanto em sua organização ao longo desses anos. Vou me dedicar agora, a outros projetos culturais no Estado, como a revista Revestrés e o Programa Educa Piauí”, disse Welllington Soares, bastante emocionado.
TOP Livros doa 300 livros
No último dia do Salão do Livro do Piauí o gerente da TOP Livros Marcelo Gonzaga, doa 300 livros para a Fundação Quixote. A ideia é que esses livros sejam doados para crianças carentes. “ Sempre estamos doando livros, essa é uma forma de incentivar a leitura em crianças e jovens”, explica Marcelo.

Segundo Jasmine Malta, coordenadora do Salipi, os livros serão doados para Fundação Ariane. Há 22 anos no mercado e pela primeira vez participando do SALIPI, a TOP Livros, empresa de Curitiba no Paraná, retornará em 2013 em um estande maior e com novidades para o público piauiense. “ Só faltava participar do Salipi, agora podemos dizer que a TOP Livros participa de todas as feiras e bienais do País”, finaliza Marcelo.


